terça-feira, 30 de abril de 2013

Hare Krishna!

Não dá para andar em Mumbai sem reparar na quantidade de manifestações religiosas que existem por aqui. Os indianos são muito ligados à sua fé, e demonstram isso clara e diariamente. Aqui, particularmente as pessoas adoram o Lord Ganesha. (Aquele com cara de elefante). Ele é o Deus das coisas novas e sempre que alguém começa algo novo invoca ele para dar boa sorte. Ganesha é filho de Shiva, deusa da destruição. 



Bom, isso vai ficando mais complicado....deixarei esse relato para mais tarde. Quero contar do agradável passeio que tive final de semana.

Semih é o turco que mora aqui em casa. Como a maioria dos turcos, Semih é muçulmano. Ele gentilmente me convidou (cristão) para irmos dar uma volta na praia e visitar um templo Hare Krishna. Fui lá eu e Semih ver o que rola nesse mundo politeista.


Após devidamente deixar meu chinelo na entrada do templo, descobri que o lugar é maravilhoso. Toda construção é feita em pedra branca, com um vão interno de modo que fica bem claro lá dentro. Existem muitas imagens coloridas nas paredes e as pessoas ficam cantando e dançando na hora do culto, bem bonito mesmo.

Até que um sacerdote (vamos chama-lo assim), se aproximou e se interessou pela peculiar aparência. Depois de apresentados, ele começou a explicar sobre o movimento Hare Krishna. Aqui eu peço desculpas pelas poucas informações, mas realmente era bem complicado entender o que o rapaz falava!

O Deus Krishna, é o Deus do amor. Ele ama todas as coisas e pessoas. Já veio à terra muitas vezes em diferentes encarnações. Segundo o rapaz, só precisamos adorar Krishna, pois ele fornece energia à todos os outros deuses. Durante os rituais, tem alguma coisa de uma àrvore sagrada bem pequenina que fica no meio do salão e as pessoas ficam dando volta nela. Tem também um fogo que se passa as mãos e depois se passa na cabeça, tem cantoria, tem gente se atirando no chão de bruço, tem umas florzinhas que a galera pega e passa no rosto, tem um montão de coisas bacanas. Esse culto se chama Puja e pelo que entendi acontece todo dia. 

Infelizmente não é possível tirar fotos dentro do templo, portanto segue uma imagem de Krishna.




Após uns 40 minutos de explicação e cultos, o rapaz apareceu com alguns livros que pensamos ser presentes, que nada, na India nada é de graça ele ficou nos convencendo até que Semih resolveu comprar 2 livros por uma doação de 100 rúpias. 

Assim acabou nossa jornada no templo Hare Krishna.


Depois disso fomos a um templo de Shiva, que foi bem bacana também, mas essa é outra história. Até a próxima e....


Hare Krishna!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Bus Bus!!

Estou há pouco mais de uma semana na India e preciso falar de uma coisa que não temos no Brasil e eu vou sentir realmente falta. São os Rickshaws!



Esses pequenos taxis amarelos são o que movem Mumbai. Todo mundo pega rickshaw, desde aqueles que estão levando frutas para vender na feira, até nós que trabalhamos em prédios comerciais gigantescos. Eles são práticos, rápidos, super baratos e estão por toda a parte! Top mesmo. Só para você ter uma noção, daqui de casa para o trabalho são cerca de 25 min e eu pago por isso de 30~40 rupias (menos de dois reais). Isso porque dá para dividir em 2 ou até 3 pessoas se der uma espremida.


Mas nem tudo são flores, você tem que saber uma porção de coisas antes de pegar um rickshaw em Mumbai. 

1) Saiba muito bem o local onde vai, ou um ponto de referência, pois muitas vezes não sabem o caminho.

2) Eles falam ZERO de inglês portanto você deve saber algumas palavras de comando em hindi. Vou escrever como é falado, pois infelizmente não sei como se escreve no nosso alfabeto, nem no deles.
     * hey Bhaiya (eai amigo)
     * seedha  (siga em frente)
     * left and right em inglês mesmo.
     * bus (basta). Serve para parar, mas o legal é falar bus bus bus! =)
      * chalô chalô (vamos, vamos).
      * thank you ou  dhanyavaad (agradecimento).

3) Alguns vêem que você é estrangeiro e falam para você pagar um preço combinado. Não faça isso, peça Meter, Meter. Ele tem que girar um bagulhinho no canto esquerdo para fazer rodar o tacômetro.

4) Grite o nome da rua quando tiver um vazio se aproximando, eles podem negar uma corrida caso não queriam.

5) Tenha sempre rupias trocadas, eles não trocam nota de 500 rúpias e de 1000 nem que a vaca vire bife! 

5) Eles não dão muita bola para a gente porque não falamos hindi e eles não falam inglês, mas tem alguns que são bem simpáticos, se ele der abertura tente se comunicar da maneira que achar melhor. 

6) Bom passeio e aproveite! (Relaxa que ele não vai bater, apesar de vários sustos)







To meio vesgo na foto, mas tá valendo! abraços








sexta-feira, 19 de abril de 2013

Is this Spicy?


Bom, essa frase é a mais importante para a sua sobrevivência na India. Aqui todas as comidas são apimentadas, e as que não são, são apimentadas também.

Antes de contar um pouco melhor sobre a comida local, devo contar brevemente a minha sensação de quase morte no avião da Air India. Eu, como já havia estudado sobre a cultura indiana, já sabia que a comida deles é bem apimentada. E um ótimo lugar para testar essa hipótese é a 11000 metros de altura.

Ao recebermos nossa refeição noturna, eu pensei em começar pelos legumes já que era algo que eu estava habituado a comer. Após algumas mastigadas, percebi que tinha algo errado, eu estava morrendo!

A minha reação foi sair correndo pelo avião em busca de água, então invadi a "cozinha" que é exclusiva dos comissários. Após ficarem assustados com a minha cara e darem risada depois, me explicaram que eu comi pimenta pura hahaha e era bem forte. Chamaram de Chilli.

Voltando para o cotidiano, Mumbai é uma cidade grande, então encontramos de tudo por aqui, mas a maioria da comida é vegetariana. Tudo o que tem carne é marcado como tal. No trabalho há apenas comida  vegetariana na cantina. É bem gostosa, mas é demorado para comer pois temos que parar e abanar a boca um tempinho para arder menos.

Por enquanto estou seguindo recomendações das pessoas e já provei algumas coisas. Chapati é tipo um pão, assim como chisna, e são bem gostosos. Sempre acompanhado de um molho vermelho e outro verde ou beje (não me pergunte o que são).  Tem também, muitas ervas e temperos diferentes como o Masala que podem ser comidos em pratos ou em wraps, apesar disso a comida indiana é de certa forma gordurenta pois há bastante fritura e maionese (ou algo parecido com isso).
Carne é rara, se tiver, é de frango e no máximo de búfalo. Vaca é só para fazer oferenda!

Hoje fui jantar com as meninas do trabalho, fomos ao sul de Bombay, onde tem bastante restaurantes bacanas e turistas. Provei o butter chicken abaixo. É muito gostoso e quase nada picante. Esse pão é o Chisna e o molho vermelho é o butter chicken.



Outra coisa que atrapalha muito a alimentação é a lingua. As pessoas atrás dos balcões geralmente não falam inglês, ainda bem que entendem algumas palavras como spicy ou how much.

Em breve conto mais coisas!

Chalô Chalô



  

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Primeiras Impressões

Namastê,

Pessoal, vi algumas pessoas que fizeram blog para retratar a vida na India, achei muito bacana e uma ótima ferramenta para deixar os amigos e família atualizados! Bom, não sei se serei capaz de manter atualizado dada a minha falta de disciplina pessoal, mas é uma nobre tentativa!
Aqui vou colocar minhas ideias pessoais e reflexões sobre a vida na India e Brasil, vamos ver o que sai!

E que venham as primeiras impressões........


Depois de quase me matar no vôo de Frankfurt para Delhi (isso é outra história), enfim eu cheguei na nossa querida Mumbai (Bombain) no Estado de Maharashtra, India. Tirando todas as informações sobre a cidade...população, economia, geografia e etc...google it, nos resta o que eu achei!

Mumbai é uma cidade muito doida, doida mesmo! Saindo do aeroporto você já estranha que o lado da rua é ao contrário e tem uns táxis pequeninos chamados Rickshaw andando por toda a parte. O barulho das buzinas nas ruas é constante! Primeiro você acha que tem algo errado, mas depois percebe que ninguém usa setas ou respeita sua faixa, portanto as buzinas são o meio de comunicação (e increvelmente ninguém bate). As ruas são muito cheias, de gente, de barracas de frutas, de gente pedindo esmola, de rickshaws, de vacas,  de sari, de burkas e muito mais. O estranho é que no meio dessa confusão aparecem enormes prédios comerciais envidraçados como aqueles da Av. Faria Lima em São Paulo.

O flat em que estou ficando é bem bacana, eu divido um quarto e banheiro com mais um brasileiro e no total somos 11 estrangeiros morando em dois flats com área em comum. Todos trabalham comigo e são intercambistas. O pessoal é bem bacana e ainda não aconteceu nenhuma briga depois que cheguei. Dizem que eu tive muita sorte porque os flats que moravam antes eram muito piores e nojentos!


O emprego é muiiiito legal, a gente vai de chinelo e bermuda e todo mundo é bem jovem (média de idade da empresa 23 anos) e o clima é bem descontraído e minha chefe é bacana! Eles tratam super bem, nós os estrangeiros, e até agora não tive qualquer problema. Estou ainda em treinamento, portanto não convém botar mais detalhes do trabalho.


Tem milhões de histórias a serem contadas nesses primeiros dias, mas vou colocando aos poucos...se quiserem saber algo em particular..mandem nos comentários.